mal-escritos de um pseudo-intelectual semi-analfabeto

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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

fora do tempo

A inaptidão que tenho para comigo mesmo é a inaptidão que tenho para com o instante. Não sei como ser no instante, ser no instante é sempre uma tentativa frustrada. Sempre habito um pouco do passado ou do futuro, ou mesmo um pouco dos dois simultaneamente de uma forma meio oscilativa.
Talvez na realidade não exista lugar para o ser no instante, e por isso talvez eu cause tanta estranheza quando habito plenamente o instante: Porque nesse momento eu não sou. Assim pareço infantil, criança mesmo.. ou animal, bicho... As pessoas não sabem lidar com o não-ser, o Ser não sabe lidar com o não-ser. Para ele o não-ser, que não faz sentido mesmo, é bizarro. O que é bizarro pendula entre o assustador e o engraçado, de qualquer forma o sentimento é de repulsa... é pura agressão não-ser...
O não-ser também guarda um sentimento de repulsa e desprezo diante do Ser, mas para ele, o não-ser, esse sentimento brota e se faz presente na forma de gesto, de corpo... mesmo que seja um gesto interno..”intestinal”...É porque o Ser sempre que se faz percebível ao não-ser é para enquadrá-lo para retirar sua potência, para defini-lo no tempo e no espaço, o Ser sempre exige algum sentido do não-ser, ou seja, ele exige que o não-ser... seja.. O “Ser” sempre quer que o “não-ser” também “seja” um outro “Ser”, isso pela sua frustração e inveja de nunca poder ser o Ser no instante, nuca habitá-lo nunca senti-lo... Porque o instante não é tempo.... e o Ser só existe no Tempo...

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

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Minhas costas estão tensas

Tensa as minhas costas

Sentenças...

de dor